Ueba galera !! Meus queridos jeans maniacs, ligadões aqui no blog do Concurso LYCRA® Future Designers, vamos viajar, no túnel do tempo, de imagens, nas quais o jeans tem destaque.
Depois da Revolução Francesa do séc XVIII, da Revolução Industrial do séc XIX, da Revolução dos Costumes deflagrada nos anos 60, do século XX, entramos de cabeça, na Revolução da Informação, que alguns chamam de Revolução Digital, outros de Revolução da Imagem. Eu, particularmente, chamo de Revolução da Memória da Moda > não há quase nada mais a ser passado a limpo, décadas, silhuetas, cores, estampas. Nesse universo, o denim é o grande avatar de novidades.
A partir de agora vamos viajar no tempo e nas imagens. Abaixo, o jeans 5 pockets mais antigo da história da marca, datada de 1880, que foi comprada pela empresa, no Ebay, por USR$ 45 mil, em 200.

Assim, despretensiosamente, estamos catalogando e documentando as eras passadas e tentando prever as muitas caras, das eras futuras. Neste saco de gatos, o jeans é a vedete. Não existe nicho de mercado ou similares, do século XX, no qual o tecido que nasceu prestando serviço, sendo utilitário, e ao mesmo tempo atravessando oceanos, descobrindo novos mundos, nas velas de caravelas, não tenha metido o bedelho. O seja, virando moda e se transformando em objeto de desejo. Lembram que as calças boca de sino, remontam dos séculos XIV e XV? Se ainda não leu, dê uma olhadinha nos posts anteriores.
Para seus fãs _ e não há quem não seja fã do jeans, ele faz parte de nosso coração, como nas fotos abaixo, um coração em denim, na contra-capa e capa, da revista francesa WAD_ We´Ar Different, edição março / abril / maio, de 2010. Na boa, o jeans está no nosso organismo, como na capa, da mesma edição. Recomendo galera, corram atrás porque em algumas livrarias, como a DDockNews, aqui em São Paulo, as revistas estão voltando às prateleiras e, algumas, com preços remarcados.

Aqui entre nós, aquarianamente (thxs, pela parte que me toca), o jeans tem vida própria, é mágico, é o mais pop dos tecidos. Como prova disso, virou uniforme do papa da pop art, o americano Andy Warhol. Na foto abaixo, em total look denim (aliás super na moda por aqui, desde ano passado) na capa da L´Uomo Vogue, edição especial Blue Denim Jeans, de junho/julho de 1980, que tenho, em meus arquivos, a revista original, já catalogada e publicada em muitos livros. Na capa, se lê “Lula”, em pilot, escrito pelo seu Gino, meu jornaleiro na banca da Praça Nossa Senhora da Paz, no Rio. Isso, é memória de moda.
A foto abaixo, é um dos raros clics, com o Andy Warhol, na intimidade, em sua casa, em Manhattan, a qual abria para muito poucos amigos. Sua mãe morava com ele. Lá, ele era um membro do clã Warhola.
Umas dicas para quem quer saber mais do papa do pop, sua vida e obra, seus bafos y mega pabhos > os 2 livros abaixo. O primeiro, “Holy Terror”, de 1990, uma história com detalhes escrita contando tudo, pelo Bob Colacello, que foi editor da revista Interview, de Warhol. O segundo, “The genious of Andy Warhol Pop”, de Tony Schermann a David Dalton, de 2009, que é a maior reavaliação da vida e obra do artista, em livro, até o momento.


Falando de celebridades, fama e fortuna, não podemos deixar de fora a rainha do pop, Madonna, que usou total look jeans, também na moda em 2000 quando foi clicada, pelo top Jean-Baptiste Mondino (Google nele galera _adoro !!!).

Aliás, essa tendência total jeans, se pararmos para pensar, vira e mexe, está na moda, desde 1980, quando explode o fenômeno do “designer jeans”, ou jeans de grife. Foi quando o polêmico anúncio de Calvin Klein, em Times Square, Nova York, mostrava a então ninfeta Brooke Shield, com a legenda dizendo que “nada” existia entre ela (sua pele, sua nudez) e seus “calvins”. Assim passaram a ser conhecidos os produtos Calvin Klein, dos jeans, que foi um dos primeiros a apostar neste segmento, ao underwear, que lhe deram fama e fortuna.

O tecido participa de movimentos políticos, assim como defende causas, aliando-se a elas, como roupa utilitária. Um bom exemplo, é a ilustração, na capa do jornal Saturday Evening Post, que mostra uma dona de casa americana, masculinizada, trabalhando em fábricas, dando suporte ao seu país, junto aos aliados, na Segunda Guerra Mundial. A partir desta época, o estilo de vida da mulher Born in USA, muda. Ela passa a fazer parte ativa da sociedade, trabalhando, contribuindo para a independência da nação mais rica do planeta. Na ilustração, ela usa um “overalls”,(macacão), que nos anos 60, durante Revolução Sexual e dos Costumes, viraria roupa de hippie. Nas coleções masculinas dos últimos 4 anos, o macacão volta como tendência forte, perdendo terreno, apenas, desde o ano passado, pelo trench-coat, que também já ganhou versão em jeans.
Que o jeans, partindo dos Estados Unidos, faz parte da cultura pop planetária, disso não temos dúvidas. Mas, o tecido revolucionário adentrou pela Casa Branca e o presidente Barack Obama, não é pioneiro, ao endossar um visual denim. Na foto abaixo, de 1976, o presidente Jimmy Carter, usando uma camisa de chambray.

Ueba ! Como tudo está linkadíssimo, neste post, na pop music & rock ´nd roll, o jeans imortalizou capas de discos, que hoje são itens de colecionadores. Abaixo as capas, “After de Goldrush”, de Neil Young, (1970) , “Sticky Fingers”, criado por Andy Warhol, para os Rolling Stones, em 1971, a estréia dos Ramones, em 1976, e, “Born in USA” de Bruce Springsteen, em 1984. Confesso, meus caros denim freaks: amo o meu arquvivão da História do Jeans, que será o capítulo V, “I Love jeans forever” , do meu Almanaque da Moda Masculina, ueba !!, em fase de revisão de autor (eu mesmo) nos originais já devidamente copidescados, pela Editora Senac Rio, e com indicações de muitas, muitas, e, muitas ilustrações. Aguardem até o final do ano.

Embora o pop star John foverer Lennon, não nos tenha deixado uma capa de disco, louvando o jeans, ele o usava, na sua intimidade, em momentos criativos ao lado de Yoko Ono, eterna mulher e parceira. Na foto, durante a gravação do álbum “The Beatles”, de 1968.

Ok, galera. Vocês devem estar curiosos para saber, onde eu esncaneei muitas destas fotos. Aproveito e mostro a capa do livro “Denim” de Graham Marsh e Paul Trinka, de 2002 (recomendo). Na capa, a foto de um de meus galãs favoritos, o super cool Steve McQueen, em 1963. Ele veste, total look em jeans. Mas, peraí, o total look em jeans é novidade ? Bem, essa é uma resposta que espero de vocês, meus queridos jeans maniacs, afinal esta blog, é interativo, logo, botem a boca no mundo, “Express Yourself !!”, como gritou Madonna.

Bem, já que chegamos á Hollywood, terra de jovens rebeldes nos anos 50, personagens imortalizados por Jimmy Dean e Marlon Brando. Todo mundo conhece a foto de Brando, ícone do filme “O Selvagem” (The Wild One), de 1953, onde a jaqueta de couro é mega bombada, mas muito pouca gente sabe que o jeans é o modelo 501 Levis. Nas fotos abaixo, aquela que é o cartaz do filme e o porta-bandeira de uma geração. Na outra, uma inédita, o ator no set, mas dentro do figurino, que parece ser de seu closet. Vocês não acham? Devemos também, lembrar o figurinista, quase anônimo, que criou o guarda-roupa deste filme, que entrou para a História do Cinema, do século XX, como Avatar entrou para a do cinema do século XXI. Alguem aí sabe quem criou os figurinos de “O selvagem” ??


E, como não poderia deixar de ser, a moda, o meu pão nosso de cada dia, e o ganha pão no futuro de muitos de vocês, está representada neste post por um ícone dos anos 80/90, a tão badalada “gola Montana” (Google pls - exercitem a curiosidade de um criador de moda). A foto abaixo é a da capa da edição especial da revista italiana Donna. O verdadeira gola do criador Claude Montana, em versão jeans. Ueba ! A revista está nos meus arquivos.

Até em editorial de maquiagem, a alusão ao denim é clara. A cor está na moda, ou melhor, nunca sai de moda. Abaixo a matéria e a capa da WAD Special Denim Issue, de junho/julho/agosto de 2009.







Obrigada pela atenção
Abraço